Quem se pergunta por onde começar não deveria nem começar.
diálogo com Mr Goliardo revela muita coisa sobre a descontinuidade dessas erráticas descrevências:
A questão é que tento escapar de uma armadilha muito bem armada
por vacilo meu, miro no
Kafka, Buka, Kerouac...esses caras escreviam com coração, tripas, alma
e hj minha alma é morta, sou como o homem de lata do mágico de oz..
e as tripas só conduzem a merda de uma comida mal ingerida
Armadilhas bem armadas diga-se de passagem.
Ele retruca que isso já é poesia...e quer saber, é mesmo, mas o que deveria bastar não serve nem pra deixar cheiro no cocho...
Queria falar de umas coisas mas outras coisas atropelaram o caminho.
Brasília foi pensada pra se andar de automovel; alguém duvida? Queria ter um amigo fundamentalista cristão pra provocar: se a criação fosse fato, quem nasce em Brasília deveria nascer com pés firestonicamente redondos...cidade pensada pra gastar combustíveis fósseis ou etanoicos ou então fica em casa que já tá bom demais.
Pedalar seria uma alternativa? Ora se seria...
Caminhar hj é um ato de rebeldia, pedalar sem consumir combustíveis fósseis e sem pagar impostos ou tributos..ai...ai se esse ai não fosse uma estoca na minha mão, no meu braço, no meu sovaco...
Pedala robinho? Pedala Arlon! Pena que no seu caso vc driblou tantas dificuldades, tantas restrições e limitações, mas o ferro frio de nada disso quis saber,
morreste pra quê? pra dizer que tanto faz ser assassinado nos extremos no gama, brazlandia, ou palácio do buriti?
Ai de ti, e ai de nós...
Brasília mais do que nunca deixou de ser Bras-ilha...,não pilha...Ilha do Diabo, Papillonicamente...feliz daqueles que irão gritar arlonicamente nos típanos de uma sociedade que acha que crime feito não pode acontecer debaixo de vossas marquises....e alguém se esvanecendo em sangue e vida pedindo por socorro e a única luz no fim do túnel que se vê são os faróis que passam rapidamente sem reduzir... não vão parar de gritar:
AINDA ESTOU VIVO, DESGRAÇADOS!!!
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Não esqueci vcs não...Mas queria tanto falar algo que impactasse...chegasse junto sem dó e piedade, rindo da sua dor...aquele riso nervoso de quem sabe que nada está bem, mas que de alguma maneira faria vc rir tb.
Fazer vc rir, se emotivar...emotivar...pensei isso agora; tudo é para se "motivar", mas quais seus motivos? Entendes ou melhor entender pra mais depois?
Quero ser o poeta pra emotivar
Mô e pa ti
mô ti vá
ei mô...motivá
Mas é mesmo que isso...talvez nesse momento no mundo, e que se foda o mundo, falo de mim e de ti, não precisamos tanto assim de "motivações" mas de "emotivações", vc se emocionar, apaixonar, se dá e se cobrar...
Meu ponto é...pra quê aprender a pensar tanto e ser incapaz de se colocar no lugar, no covil, cova do outro? Dos outros...Dws Outrws...(pra ser politicamente correto....).
Vms continuar essa discussão...Talvez pensar como guarnição principal não seja tão importante assim...nem ter essa guarnição como guia principal...Mais emotivações em nossas vidas.
Fazer vc rir, se emotivar...emotivar...pensei isso agora; tudo é para se "motivar", mas quais seus motivos? Entendes ou melhor entender pra mais depois?
Quero ser o poeta pra emotivar
Mô e pa ti
mô ti vá
ei mô...motivá
Mas é mesmo que isso...talvez nesse momento no mundo, e que se foda o mundo, falo de mim e de ti, não precisamos tanto assim de "motivações" mas de "emotivações", vc se emocionar, apaixonar, se dá e se cobrar...
Meu ponto é...pra quê aprender a pensar tanto e ser incapaz de se colocar no lugar, no covil, cova do outro? Dos outros...Dws Outrws...(pra ser politicamente correto....).
Vms continuar essa discussão...Talvez pensar como guarnição principal não seja tão importante assim...nem ter essa guarnição como guia principal...Mais emotivações em nossas vidas.
sábado, 9 de setembro de 2017
Vidas engarrafadas
Pode existir algo mais deprimente que um engarrafamento em um dia de sol?
Ok pode existir sim mas sem dúvidas que nas mazelas cotidianas dos corres da vida ele merece um lugar no top dez.
Houve um presidente brasileiro, coincidentemente xará meu, que nos legou uma pérola: "governar é abrir estradas". Taí uma frase de cunho metafísico que permite diversas interpretações e especulações e nada de quer reduzí-la, dada uma certa descrença com os políticos brazucas, a tão somente como uma possibilidade de alegrar o espírito e engordar a conta bancária de empreiteiros e donos de concessionárias.
Claro que se pensarmos na transamazônica, obra colossal que liga o nada a lugar nenhum, podemos mais uma vez questionar se precisamos tomar certos rumos na vida. Ou somos apenas tangidos por habilidosos e implacáveis vaqueiros.
Quando li On The Road fiquei com a sensação que rodovia, automóvel, significava liberdade, um modo de vida, uma contestação de valores...talvez nos idos de 1950 sim. Talvez chegue uma época em que o possuidor de um automóvel venha a ser visto como um pobre estúpido, por mais espaçoso e potente motor que fosse o seu modelo.
Pior do que uma dependência do automóvel, na qual a pessoa desaprende até a ir na padaria caminhando, ou acha impensável a possibilidade de se ir a algum evento que não seja acoplado ao seu meio de transporte, é se sentir como uma extensão do veículo ou vice-versa: "algum idiota amassou meu parachoque no estacionamento"...Errado! amassou o parachoque do carro! Parece ser uma coisa simples mas não é!
Uma sociedade baseada em pneus é uma sociedade que segue para bater as bielas, fundir o motor e tudo o mais.
E nos engarrafamentos constantes, diários, previstos, experimente observar a cara dos motoristas, geralmente solitários, já vi caras melhores em velórios e filas de hospitais.
Mas o ápice da tristeza e revolta com esse modo de ser e sobreviver - sim, sobreviver miseravelmente por mais que seu possante esteja na moda - é quando aparece uma ambulância com suas sirenes avisando que tá com presa e tem uma vida em jogo. O esforço pra facilitar sua passagem é mínima pra não dizer nulo; subir no meio - fio ou na grama pra facilitar a passagem as vezes acontecem só muito depois (nessa situação alguns segundos podem ser decisivos), da insistência e pra se livrar daquele barulho chato e impertinente, e não pela vida que talvez esteja mais pra lá do que pra cá. Não existe solidariedade nos engarrafamentos; cada um com sua garrafa...em algumas veias já correm óleo sintético e alguns corações pulsam como pistão.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Raulseixismo
Sábado passado fui a um show em homenagem a Raul Seixas. O evento foi na Casa do Cantador, um adorável local onde se valoriza a cultura nordestina. Muita gente esquece que Raul era um compositor baiano e que de uma maneira sui generis também celebrou a música nordestina e a elevou a patamares que ombreiam com os feitos musicais de Jackson do Pandeiro ou João do Vale.
Difícil definir uma figura como, fico com a proximidade da definição dada pelo amigo filósofo Eliseu Amaro há alguns anos: "um cara muito inteligente, extremamente criativo e que criou um caminho único na Música popular Brasileira; agora, ele tem umas saídas pra espiritualidade de Era de Aquário, misticismo esotérico que hoje em dia não dá mais pra embarcar". E não dá mesmo. Não tem como esperar pela carona do moço do disco voador e muito menos ficar vendo o bem vindo de braços e abraços num romance astral...
Mas Raul foi muito mais que um bicho-grilo mistificador. Sua anárquica Sociedade Alternativa onde fazes o que tu queres há de ser tudo da lei, colocando em xeque toda autoridade imposta de cima para baixo não passaria despercebida pela ditadura dos anos de chumbo. Crítico social ferino e de sutil ironia, como a sua - cantada por Sérgio Sampaio - Todo mundo está feliz ou ainda a inquietante Metamorfose Ambulante, mais uma vez colocando a se perguntar pra quê métodos, classificações ou determinismos quando se trata de nossa existência.
Mesmo com as homenagens post-mortem Raul segue sendo um grande injustiçado. Duplamente injustiçado. Por um lado - mas esse com certeza o cara que ousou fundir rock'n'roll com baião não esperaria grande coisa - a grande crítica "especializada", homenagear nas coxas Dom Raulzito, de forma caricata, folclórica, apenas um irreverente que acabou por afundar nas drogas ilícitas e no licituoso álcool.
Por outro lado - e esse certamente haveria daria uma ponta de tristeza no Maluco Beleza - o injustiçamento dado por seus fãs, seus "seguidores", que aparentam criar um culto a Raul, um "Raulseixismo" onde os seguidores entoam hits do cantor, raulseixistas que se preza em qualquer show que esteja presente sempre há de gritar o famoso "toca Raul" em algum momento. Os iniciados sempre com óculos esculos, cabelo desengrenhado e barbicha...aproximando ao máximo em aparência do ídolo. Uma caricatura.
Assim como os "especializados" os "raulseixistas" também apenas folclorizam a arte do ídolo. Mesmo com refrões e letras inteiras de sucessos na ponta da língua esquecem que antes de ler o livro que o guru lhe deu você tem que escrever o seu.
Melhor do que cultuar Raul na acomodação da cerveja ou na pose de mais filhote do maluco beleza que não tem maluquez e muito menos beleza, seria "culturar" a fundo sua obra, compreendendo todo um engajamento visando a transformação social, política e cultural. Afinal, falta de cultura pra cuspir na estrutura é que era o x da questão. Se acomodar nesta estrutura carcomida e carcomizadora na qual o grande Raul, mais do que cuspir, derrubar e superar, era o grande sonho do Maluco, um sonho que ele não queria sonhar só, mas sonhar junto, pois um sonho que se sonha junto é realidade.
https://www.youtube.com/watch?v=w4Pv286KcUY
Difícil definir uma figura como, fico com a proximidade da definição dada pelo amigo filósofo Eliseu Amaro há alguns anos: "um cara muito inteligente, extremamente criativo e que criou um caminho único na Música popular Brasileira; agora, ele tem umas saídas pra espiritualidade de Era de Aquário, misticismo esotérico que hoje em dia não dá mais pra embarcar". E não dá mesmo. Não tem como esperar pela carona do moço do disco voador e muito menos ficar vendo o bem vindo de braços e abraços num romance astral...
Mas Raul foi muito mais que um bicho-grilo mistificador. Sua anárquica Sociedade Alternativa onde fazes o que tu queres há de ser tudo da lei, colocando em xeque toda autoridade imposta de cima para baixo não passaria despercebida pela ditadura dos anos de chumbo. Crítico social ferino e de sutil ironia, como a sua - cantada por Sérgio Sampaio - Todo mundo está feliz ou ainda a inquietante Metamorfose Ambulante, mais uma vez colocando a se perguntar pra quê métodos, classificações ou determinismos quando se trata de nossa existência.
Mesmo com as homenagens post-mortem Raul segue sendo um grande injustiçado. Duplamente injustiçado. Por um lado - mas esse com certeza o cara que ousou fundir rock'n'roll com baião não esperaria grande coisa - a grande crítica "especializada", homenagear nas coxas Dom Raulzito, de forma caricata, folclórica, apenas um irreverente que acabou por afundar nas drogas ilícitas e no licituoso álcool.
Por outro lado - e esse certamente haveria daria uma ponta de tristeza no Maluco Beleza - o injustiçamento dado por seus fãs, seus "seguidores", que aparentam criar um culto a Raul, um "Raulseixismo" onde os seguidores entoam hits do cantor, raulseixistas que se preza em qualquer show que esteja presente sempre há de gritar o famoso "toca Raul" em algum momento. Os iniciados sempre com óculos esculos, cabelo desengrenhado e barbicha...aproximando ao máximo em aparência do ídolo. Uma caricatura.
Assim como os "especializados" os "raulseixistas" também apenas folclorizam a arte do ídolo. Mesmo com refrões e letras inteiras de sucessos na ponta da língua esquecem que antes de ler o livro que o guru lhe deu você tem que escrever o seu.
Melhor do que cultuar Raul na acomodação da cerveja ou na pose de mais filhote do maluco beleza que não tem maluquez e muito menos beleza, seria "culturar" a fundo sua obra, compreendendo todo um engajamento visando a transformação social, política e cultural. Afinal, falta de cultura pra cuspir na estrutura é que era o x da questão. Se acomodar nesta estrutura carcomida e carcomizadora na qual o grande Raul, mais do que cuspir, derrubar e superar, era o grande sonho do Maluco, um sonho que ele não queria sonhar só, mas sonhar junto, pois um sonho que se sonha junto é realidade.
https://www.youtube.com/watch?v=w4Pv286KcUY
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Mesmo na crise e principalmente por ela, poetar é bom pra rasgar
Imagino várias séries para este espaço de escrivinhamento...mas poemas sempre hão de pingar, respingar, molhar e enxurrar...
Nesse tempo de secura
clima de deserto
decerto
loucura
Nesse tempo de secura
clima de deserto
decerto
loucura
O único Oasis possível
para mim tem de ter
a maciez do teu colo
a sombra dos teus cachos
e a umidade dos teus lábios
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Luiz Melodia - Pérola Negra [Full Album]
Dia 04 passado nos deixou um grande artista. Mais um. Morte é coisa da vida. Ou a vida é coisa da morte? Já não tenho certeza em quase mais nada e entendam esse quase como um mirradinho que em um simples sopro de nada some da frase. Talvez tenha uma sobrevida pela convicção de que é quase sempre melhor atrasar do que faltar quando se trata de homenagens. Olha o quase de novo. Quase.
Sim, como o terminal do Tietê em São Paulo, na vida são incessantes as chegadas e partidas. Tem sempre alguém chegando e alguém partindo. Tudo pode ser reduzido a encontros e despedidas; intersecciondado por achados e desencontros. Somos passageiros, cuidado perpétuo pra não perder o bonde pelo peso da bagagem.
Uma forma de consolo duvidoso é dizer que os bons vão embora cedo. Digo duvidoso porque significa que os maus, pelos menos os não muito bons ficam, inclusive eu e você.
No caso do Melodia, e seguindo o raciocínio do paragráfo anterior, é que um bom artista se foi, e nem entro na discussão que ficaram maus, o problema é que não se vê bons chegando, não muito bons, pelo menos. Mas isso é muito subjetivo pra se defender com argumentos. Melhor esperar o que o rádio, o youtube ou o barzinho da vizinhança nos reserva amanhã.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Chegou Agosto
Chegou Agosto
Mês Augusto
Que não sei
a quanto custo
virou mês do
desgosto
Mas degusto
o encosto
suposto.
Não discuto
quiçá escuto
com gosto
findo imposto.
Vejo disposto
o chegar de Agosto.
Mês Augusto
Que não sei
a quanto custo
virou mês do
desgosto
Mas degusto
o encosto
suposto.
Não discuto
quiçá escuto
com gosto
findo imposto.
Vejo disposto
o chegar de Agosto.
domingo, 30 de julho de 2017
MULHERES NEGRAS COM LEGENDA AO VIVO - YZALU E EDUARDO
"Na periferia, a pomba branca da paz morreu, acertada por uma bala perdida". J. Goliardo
J. Goliardo ainda me apresentou esta cantora que faz de cada verso uma denúncia, um reconhecimento, uma narrativa partindo da boca e da alma do oprimido, sem passar pela pasteurização do opressor ou de seus fantoches contestadores. A voz de alguém que não aceitou a ordem pra aguentar calado.
A frase acima é de um grande parceiro que tem uma aguda percepção para a realidade das ruas; e isso ainda me faz pensar que além de cuidados com picadas do Aedes ainda temos que nos precaver contra uma nova epidemia que em várias partes do Brasil não escolhe onde fazer suas vítimas, residências, escolas, creches...qualquer pessoa em área de risco está a mercê de ser encontrado por uma bala perdida. Lembrando que a bala não é tão "perdida" assim, afinal, ela não passa de um efeito colateral dentro de uma planejada política de extermínio e controle social.
sexta-feira, 28 de julho de 2017

Vais uma coxinha aí para petiscar? Ou preferes uma boa mortadela pra abocanhar?
Cuidado que nesse nosso bom Brasil sem porteira atualmente pode determinar atrações ou repulsões, favores ou horrores, amores ou bolores...capuletagem no meio de montecchiosismos que muita confusão e violência causam.
Sim, são dois petiscos para aliviar a fome. Refeições das correrias, cura das boêmias da anterioridade para encarar a labuta do porvir, das gulodices para driblar o esmero de saciações mais trabalhosas e saudáveis, recompensas para uma semanal rigidez de dieta semgraçalmente light, que explica muito bem o que ocorre atualmente na sociedade brasileira, e por tabela requenta um velho abc de como dominar e estraçalhar.
Mas são preciso explicações: conforme mostra a foto acima, mortadela ficou pecha de esquerda, por conta dos ditos sanduiches que recebem os militantes de partidos de esquerdas - principalmente o PT que nunca é demais lembrar, partido dos trabalhadores - aí tudo bem, qualquer um morto de fome ou bem camisado sabe que dos frios embutidos a mortadela é o mais barato a disposição.
Mas e o coxinha representando a direita? Qual a motivação desse símbolo? não seria mais bem bolado um crossaint, algo regado a camarões ou lagostins? Mas a chula de uma coxinha? Podemos ter essa capacidade imaginar de quem rouba - ou sonha roubar - na casa dos milhões se contentar com esse simplório salgado? Coxinha era o apelido de policiais- defensores da direita - que tinham uma preferência pelo salgado em questão...Mas mesmo defendendo essa direita, nem de longe faziam parte de tal casta.
Reitero...isso revela muito da sociedade brasileira.
Vamos a cartilha dos dominadores - e isso vale da Assíria a Beijin - É dividindo que se domina...quase um mantra! Nesta receita aparentemente simples se encontrar a raiz motival da destruição de milenares culturas e civilizações...exemplos? Peça nos comentários!
Tá, mas concordo que uma indagação persiste...como separar algo que são tão próximos? Como diferenciar extremos - esquerda e direita - com símbolos tão próximos?
Porque mortadelas e coxinhas, tão próximas, precisam se debater, se massacrar e se odiar, para que os verdadeiros agentes da espoliação continuem com a rapinagem; e em um futuro próximo não exista mais, mortadela ou coxinha para reingordar o estado famélico das coisas.
terça-feira, 25 de julho de 2017
guajara: " QUAL A MALDADE PREPARA PARA HOJE?"
guajara: " QUAL A MALDADE PREPARADA PARA HOJE?": Hoje uma amiga, uma grande amiga, mulher forte, combativa e de grande vivência comentou:"acordei pensando em qual seria a maldad...
" QUAL A MALDADE PREPARA PARA HOJE?"

Hoje uma amiga, uma grande amiga, mulher forte, combativa e de grande vivência comentou:"acordei pensando em qual seria a maldade preparada pra hoje". Sim, ela estava pensando neste governo golpista e tirano que não cansa de queimar e arrasar com as tenras mas agudas mudanças sociais de pouco mais de uma década que enfrentou uma tradição de meio milênio de descaso, dilapidação, corrupção e ladroagem epidêmica e sistêmica.
Apostando na letargia da sociedade brasileira - e até agora acertando em seu prognóstico - ousam ir contra a cartilha dos maquiavelistas que recomendam dar de uma pancada na sociedade o pacote de maldades e pequenos paliativos dourados como benefícios a conta-gotas, afinal migalhas não satisfazem mas aliviam o problema maior do famélico. Não digo que a ordem foi invertida: os paliativos ainda pingam e seus efeitos não resistem, como gotas de orvalho, as primeiras horas do raiar de um novo dia. Mas a novidade é que golpes, maldades para grande parcela da população, dos despossuídos a classe média, que se embriagou com o financiamento do utilitário e as férias na Flórida, são diárias, certas como a chuva em Belém do Pará.
Então faz sentido, se você faz parte da grande parcela já citada, acordar pensando em qual será a maldade do dia, deve ser assim com quem sofre "bullying" na escola, ou os joviais e mesmo maduros assédios morais e/ou sexuais em instituições outras vida a fora. Qual será a maldade do dia? Qual o requinte de crueldade, desrespeito e violência? Sempre espere por constância, criatividade e mesmo rasgos de brilhantismo por quem as aplica.
Cresci ouvindo que cada povo tem o governo que merece, e esse dito é apenas um de vários exemplos que meias "verdades" são mais perigosas e causam mais estragos que "mentiras sinceras; a menos que você seja um existencialista sartreano tarado, em que se deve assumir a responsabilidade por todas e quaisquer situações que somos vitimados, fica fácil entender que não é bem assim, alguns governos se impõe, traem, chegam ao poder através de golpe, mesmo engendrado e articulado nas brechas e vãos da "legalidade". Isso precisa ser entendido ou nunca sairemos, enquanto sociedade em situação de solvência, do estúpido (mas útil para os donos do poder) dualismo entre coxinhas versus mortadelas, quando ambos estão a sofrer na pele, ossos e cartilagens da alma as consequências deste golpe (mas isto já seria assunto para outro assunto, quiçá o próximo).
Só queria tristemente concordar com minha amiga. É uma pergunta correta querer saber qual será a maldade preparada para hoje, qual será a de amanhã. Estamos na situação de outro dito, e este sim, verdade verdadeira só do rabo ao focinho: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Estaria na hora de acrescentar mais uma frase ao acabamento do dito: e se enfrentar o bicho...tra-lá-lá...taí uma conclusão que só faz sentido se for coletiva.
segunda-feira, 24 de julho de 2017
EXPLICANDO O TERMO GUAJARA
Uma justa indagação aos leitores desse blog é a pergunta sobre o significado do seu nome. E favor não confundir com o "guajará", município do Estado do Amazonas e cujo significado ignorantemente desconheço. Um acento...esse risquinho que pode fazer uma grande diferença.
A primeira vez que tive contato com a significação de Guajara, foi no período de rato de biblioteca da Universidade de Brasília, onde o pobre estudante de filosofia frequentava aquelas intermináveis estantes de livros, grandes muralhas do saber, para nos livrar do jugo da ignorância, mesmo que se cercar de vários livros também se pode levantar um perigoso cativeiro difícil de ser resgatado. Entre os deleites do deslizar das páginas correndo o risco de se contaminar com algum residente indesejável nas páginas cheirando a mofo além da pretensa sabedoria colocada ali; sim, mais do que o saber que podia-se aspirar na leitura poderia vir o indesejável brinde de um vírus ou bactéria.
E um dia lendo o dicionário do Silveira Bueno - só pra ver o que diferenciava do Michaelis, Aurélio e Houaiss - abrindo uma página quase que ao acaso encontro um verbete sobre GUAJARA, hoje só lembro que falava que era um duende do folclore cearense. Foi o bastante para simpatizar com a criatura. Guardei o termo por algum motivo achando que um dia iria usá-lo.
Uma coisa que chamou a atenção foi que nos outros dicionários mais "badalados" não existia o verbete. Tal como o soldadinho- do - araripe e a jandaíra, este ser endêmico correria o risco de desaparecer em breve esmagado pela roda (alcochoada com correntes) do tempo da Modernidade. Então o Wikipedia, passou-me mais informações.
Então o que chamou minha atenção foram algumas de suas características: assustar, fazer barulho, confundir, e principalmente: atrapalhar a calma habitual e gritar pelo caminho.
A calma habitual é esta porcaria que está aí, quase que rebatizando a humanidade para bovinidade dado como vamos mansos em rebanho solenemente para o matadouro, cerceando a liberdade mas tendo pasto, água e sal...que mal pode ocorrer? Mas as coisas vão mal! Quem uma vez na vida acompanhou causos de peões boiadeiros sabem que volta e meia seus maiores temores acontecem: estouro da boiada. Aí não tem quem segure, e coitado de quem desafortunamente está no meio do caminho. E depois do estouro volta novamente para a mansidão, para a "calma habitual". Poderíamos pensar num estouro de boiada organizado, capaz de derrubar as cercas, o matadouro e os peões?
Gritar pelo caminho então...Gritar é preciso. Sair da normalidade imposta, no silêncio que oprime, dos murmúrios das meias-verdades, os gritos de plenos pulmões de quem está decidido no que vai dizer; saltando pelas ideologias do entendimento e trapaças da consciência, os gritos tem de sair da alma.
Ahh...o Guajara também se disfarça de pato. Gosto muito de pato, bicho que voa, nada, caminha...tem uma simbologia que precisa ainda ser reconhecida e levada em consideração. Adoro uma patinha.
domingo, 23 de julho de 2017
Ciberspaço, aqui me tens de regresso!
Também poderia ser: a volta de quem não deveria ter ido, ou de quem realmente não foi.
Como diria o grande pensador Rubens Ricupero: esqueçam o que escrevi! Sorte que se tem pouca coisa para esquecer....
Mas depois de muito pensar no assunto e aquela vontade danada de escrever malemolente me convenci que este espaço virtual seja uma boa trincheira, uma boa currutela neste feudo do ciberespaço para jogar ao vento ideias, informações, pensamentos, delírios e afins na qual pretendo enxertar filosofia, literatura, poesia, artigos, ensaios e outros híbridos de transgêneros desnecessariamente nominaveis onde o principal desejo é engendrar observações, críticas e debates sobre o que for postado por aqui. Ideias ao vento tem de proliferar, aflorar, contaminar, ou deveria não ter tido motivação para ter sido.
E se tem muita, muita coisa pra se pensar e tentar entender o que anda ocorrendo no mundo e principalmente nesse nosso brasilzão de porteira aberta e agora com a cerca derrubada. Como disse uma amiga minha, o Brasil precisa estudado a fundo, a sociedade se encontra seriamente adoecida, em um primeiro momento vendo o que vem acontecendo no Brasil, eu fiquei em um estupor, sabia do conservadorismo do brasileiro médio, mas não esperava em tais níveis apresentados; depois veio uma revolta, mais revolta, chega a indignação; aparece uma desilução, vontade de largar de mão, pegar o boné e a trouxa e dizer adiós - possibilidade ainda em aberto - mas em seguida chega a sensação de que acontece algo muito instigante que determina a que rumos nossa civilização ocidental vai derrapando, e ao fim dessa ladeira que estamos indo a baixo, existe algum muito mais assustador do que o singelo brejo que ficaríamos felizes por atolar, enxergo mais um assombroso abismo sem fundo, um fim de mundo em que o esperado messias não foi convidado.
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