Também poderia ser: a volta de quem não deveria ter ido, ou de quem realmente não foi.
Como diria o grande pensador Rubens Ricupero: esqueçam o que escrevi! Sorte que se tem pouca coisa para esquecer....
Mas depois de muito pensar no assunto e aquela vontade danada de escrever malemolente me convenci que este espaço virtual seja uma boa trincheira, uma boa currutela neste feudo do ciberespaço para jogar ao vento ideias, informações, pensamentos, delírios e afins na qual pretendo enxertar filosofia, literatura, poesia, artigos, ensaios e outros híbridos de transgêneros desnecessariamente nominaveis onde o principal desejo é engendrar observações, críticas e debates sobre o que for postado por aqui. Ideias ao vento tem de proliferar, aflorar, contaminar, ou deveria não ter tido motivação para ter sido.
E se tem muita, muita coisa pra se pensar e tentar entender o que anda ocorrendo no mundo e principalmente nesse nosso brasilzão de porteira aberta e agora com a cerca derrubada. Como disse uma amiga minha, o Brasil precisa estudado a fundo, a sociedade se encontra seriamente adoecida, em um primeiro momento vendo o que vem acontecendo no Brasil, eu fiquei em um estupor, sabia do conservadorismo do brasileiro médio, mas não esperava em tais níveis apresentados; depois veio uma revolta, mais revolta, chega a indignação; aparece uma desilução, vontade de largar de mão, pegar o boné e a trouxa e dizer adiós - possibilidade ainda em aberto - mas em seguida chega a sensação de que acontece algo muito instigante que determina a que rumos nossa civilização ocidental vai derrapando, e ao fim dessa ladeira que estamos indo a baixo, existe algum muito mais assustador do que o singelo brejo que ficaríamos felizes por atolar, enxergo mais um assombroso abismo sem fundo, um fim de mundo em que o esperado messias não foi convidado.

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