domingo, 30 de julho de 2017

MULHERES NEGRAS COM LEGENDA AO VIVO - YZALU E EDUARDO

"Na periferia, a pomba branca da paz morreu, acertada por uma bala perdida".                                                                                                                                                 J. Goliardo

A frase acima é de um grande parceiro que tem uma aguda percepção para a realidade das ruas; e isso ainda me faz pensar que além de cuidados com picadas do Aedes ainda temos que nos precaver contra uma nova epidemia que em várias partes do Brasil não escolhe onde fazer suas vítimas, residências, escolas, creches...qualquer pessoa em área de risco está a mercê de ser encontrado por uma bala perdida. Lembrando que a bala não é tão "perdida" assim, afinal, ela não passa de um efeito colateral dentro de uma planejada política de extermínio e controle social.

J. Goliardo ainda me apresentou esta cantora que faz de cada verso uma denúncia, um reconhecimento, uma narrativa partindo da boca e da alma do oprimido, sem passar pela pasteurização do opressor ou de seus fantoches contestadores. A voz de alguém que não aceitou a ordem pra aguentar calado.

sexta-feira, 28 de julho de 2017




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Vais uma coxinha aí para petiscar? Ou preferes uma boa mortadela pra abocanhar?
Cuidado que nesse nosso bom Brasil sem porteira atualmente pode determinar atrações ou repulsões, favores ou horrores, amores ou bolores...capuletagem no meio de montecchiosismos que muita confusão e violência causam.

Sim, são dois petiscos para aliviar a fome. Refeições das correrias, cura das boêmias da anterioridade para encarar a labuta do porvir, das gulodices para driblar o esmero de saciações mais trabalhosas e saudáveis, recompensas para uma semanal rigidez de dieta semgraçalmente light, que explica muito bem o que ocorre atualmente na sociedade brasileira, e por tabela requenta um velho abc de como dominar e estraçalhar.

Mas são preciso explicações: conforme mostra a foto acima, mortadela ficou pecha de esquerda, por conta dos ditos sanduiches que recebem os militantes de partidos de esquerdas - principalmente o PT que nunca é demais lembrar, partido dos trabalhadores - aí tudo bem, qualquer um morto de fome ou bem camisado sabe que dos frios embutidos a mortadela é o mais barato a disposição.

Mas e o coxinha representando a direita? Qual a motivação desse símbolo? não seria mais bem bolado um crossaint, algo regado a camarões ou lagostins? Mas a chula de uma coxinha? Podemos ter essa capacidade imaginar de quem rouba - ou sonha roubar - na casa dos milhões se contentar com esse simplório salgado? Coxinha era o apelido de policiais- defensores da direita - que tinham uma preferência pelo salgado em questão...Mas mesmo defendendo essa direita, nem de longe faziam parte de tal casta.

Reitero...isso revela muito da sociedade brasileira.

Vamos a cartilha dos dominadores - e isso vale da Assíria a Beijin -  É dividindo que se domina...quase um mantra! Nesta receita aparentemente simples se encontrar a raiz motival da destruição de milenares culturas e civilizações...exemplos? Peça nos comentários!

Tá, mas concordo que uma indagação persiste...como separar algo que são tão próximos? Como diferenciar extremos - esquerda e direita - com símbolos tão próximos?

Porque mortadelas e coxinhas, tão próximas, precisam se debater, se massacrar e se odiar, para que os verdadeiros agentes da espoliação continuem com a rapinagem; e em um futuro próximo não exista mais, mortadela ou coxinha para reingordar o estado famélico das coisas.

terça-feira, 25 de julho de 2017

guajara: " QUAL A MALDADE PREPARA PARA HOJE?"

guajara: " QUAL A MALDADE PREPARADA PARA HOJE?": Hoje uma amiga, uma grande amiga, mulher forte, combativa e de grande vivência comentou:"acordei pensando em qual seria a maldad...

" QUAL A MALDADE PREPARA PARA HOJE?"

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Hoje uma amiga, uma grande amiga, mulher forte, combativa e de grande vivência comentou:"acordei pensando em qual seria a maldade preparada pra hoje". Sim, ela estava pensando neste governo golpista e tirano que não cansa de queimar e arrasar com as tenras mas agudas mudanças sociais de pouco mais de uma década que enfrentou uma tradição de meio milênio de descaso, dilapidação, corrupção e ladroagem epidêmica e sistêmica.

Apostando na letargia da sociedade brasileira - e até agora acertando em seu prognóstico -  ousam ir contra a cartilha dos maquiavelistas que recomendam dar de uma pancada na sociedade o pacote de maldades e pequenos paliativos dourados como benefícios a conta-gotas, afinal migalhas não satisfazem mas aliviam o problema maior do famélico. Não digo que a ordem foi invertida: os paliativos ainda pingam e seus efeitos não resistem, como gotas de orvalho, as primeiras horas do raiar de um novo dia. Mas a novidade é que golpes, maldades para grande parcela da população, dos despossuídos a classe média, que se embriagou com o financiamento do utilitário e as férias na Flórida, são diárias, certas como a chuva em Belém do Pará.

Então faz sentido, se você faz parte da grande parcela já citada, acordar pensando em qual será a maldade do dia, deve ser assim com quem sofre "bullying" na escola, ou os joviais e mesmo maduros assédios morais e/ou sexuais em instituições outras vida a fora. Qual será a maldade do dia? Qual o requinte de crueldade, desrespeito e violência? Sempre espere por constância, criatividade e mesmo rasgos de brilhantismo por quem as aplica.

 Cresci ouvindo que cada povo tem o governo que merece, e esse dito é apenas um de vários exemplos que meias "verdades" são mais perigosas e causam mais estragos que "mentiras sinceras; a menos que você seja um existencialista sartreano tarado, em que se deve assumir a responsabilidade por todas e quaisquer situações que somos vitimados, fica fácil entender que não é bem assim, alguns governos se impõe, traem, chegam ao poder através de golpe, mesmo engendrado e articulado nas brechas e vãos da "legalidade". Isso precisa ser entendido ou nunca sairemos, enquanto sociedade em situação de solvência, do estúpido (mas útil para os donos do poder) dualismo entre coxinhas versus mortadelas, quando ambos estão a sofrer na pele, ossos e cartilagens da alma as consequências deste golpe (mas isto já seria assunto para outro assunto, quiçá o próximo).

Só queria tristemente concordar com minha amiga. É uma pergunta correta querer saber qual será a maldade preparada para hoje, qual será a de amanhã. Estamos na situação de outro dito, e este sim, verdade verdadeira só do rabo ao focinho: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Estaria na hora de acrescentar mais uma frase ao acabamento do dito: e se enfrentar o bicho...tra-lá-lá...taí uma conclusão que só faz sentido se for coletiva. 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

EXPLICANDO O TERMO GUAJARA




Uma justa indagação aos leitores desse blog é a pergunta sobre o significado do seu nome. E favor não confundir com o "guajará", município do Estado do Amazonas e cujo significado ignorantemente desconheço. Um acento...esse risquinho que pode fazer uma grande diferença.

A primeira vez que tive contato com a significação de Guajara, foi no período de rato de biblioteca da Universidade de Brasília, onde o pobre estudante de filosofia frequentava aquelas intermináveis estantes de livros, grandes  muralhas do saber, para nos livrar do jugo da ignorância, mesmo que se cercar de vários livros também se pode levantar um perigoso cativeiro difícil de ser resgatado. Entre os deleites do deslizar das páginas correndo o risco de se contaminar com algum residente indesejável nas páginas cheirando a mofo além da pretensa sabedoria colocada ali; sim, mais do que o saber que podia-se aspirar na leitura poderia vir o indesejável brinde de um vírus ou bactéria.

E um dia lendo o dicionário do Silveira Bueno - só pra ver o que diferenciava do Michaelis, Aurélio e Houaiss - abrindo uma página quase que ao acaso encontro um verbete sobre GUAJARA, hoje só lembro que falava que era um duende do folclore cearense. Foi o bastante para simpatizar com a criatura. Guardei o termo por algum motivo achando que um dia iria usá-lo.

Uma coisa que chamou a atenção foi que nos outros dicionários mais "badalados" não existia o verbete. Tal como o soldadinho- do - araripe e a jandaíra, este ser endêmico  correria o risco de desaparecer em breve esmagado pela roda (alcochoada com correntes) do tempo da Modernidade. Então o Wikipedia, passou-me mais informações.


Então o que chamou minha atenção foram algumas de suas características: assustar, fazer barulho, confundir, e principalmente: atrapalhar a calma habitual e gritar pelo caminho.

A calma habitual é esta porcaria que está aí, quase que rebatizando a humanidade para bovinidade dado como vamos mansos em rebanho solenemente para o matadouro, cerceando a liberdade mas tendo pasto, água e sal...que mal pode ocorrer? Mas as coisas vão mal! Quem uma vez na vida acompanhou causos de peões boiadeiros sabem que volta e meia seus maiores temores acontecem: estouro da boiada. Aí não tem quem segure, e coitado de quem desafortunamente está no meio do caminho. E depois do estouro volta novamente para a mansidão, para a "calma habitual". Poderíamos pensar num estouro de boiada organizado, capaz de derrubar as cercas, o matadouro e os peões?

Gritar pelo caminho então...Gritar é preciso. Sair da normalidade imposta, no silêncio que oprime, dos murmúrios das meias-verdades, os gritos de plenos pulmões de quem está decidido no que vai dizer; saltando pelas ideologias do entendimento e trapaças da consciência, os gritos tem de sair da alma.

Ahh...o Guajara também se disfarça de pato. Gosto muito de pato, bicho que voa, nada, caminha...tem uma simbologia que precisa ainda ser reconhecida e levada em consideração. Adoro uma patinha.








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domingo, 23 de julho de 2017

Ciberspaço, aqui me tens de regresso!




Também poderia ser: a volta de quem não deveria ter ido, ou de quem realmente não foi.
Como diria o grande pensador Rubens Ricupero: esqueçam o que escrevi! Sorte que se tem pouca coisa para esquecer....

Mas depois de muito pensar no assunto e aquela vontade danada de escrever malemolente me convenci que este espaço virtual seja uma boa trincheira, uma boa currutela neste feudo do ciberespaço para jogar ao vento ideias, informações, pensamentos, delírios e afins na qual pretendo enxertar filosofia, literatura, poesia, artigos, ensaios e outros híbridos de transgêneros desnecessariamente nominaveis onde o principal desejo é engendrar observações, críticas e debates sobre o que for postado por aqui. Ideias ao vento tem de proliferar, aflorar, contaminar, ou deveria não ter tido motivação para ter sido.

E se tem muita, muita coisa pra se pensar e tentar entender o que anda ocorrendo no mundo e principalmente nesse nosso brasilzão de porteira aberta e agora com a cerca derrubada. Como disse uma amiga minha, o Brasil precisa estudado a fundo, a sociedade se encontra seriamente adoecida, em um primeiro momento vendo o que vem acontecendo no Brasil, eu fiquei em um estupor, sabia do conservadorismo do brasileiro médio, mas não esperava em tais níveis apresentados; depois veio uma revolta, mais revolta, chega a indignação; aparece uma desilução, vontade de largar de mão, pegar o boné e a trouxa e dizer adiós - possibilidade ainda em aberto - mas em seguida  chega a sensação de que acontece algo muito instigante que determina a que rumos nossa civilização ocidental vai derrapando, e ao fim dessa ladeira que estamos indo a baixo, existe algum muito mais assustador do que o singelo brejo que ficaríamos felizes por atolar, enxergo mais um assombroso abismo sem fundo, um fim de mundo em que o esperado messias não foi convidado.