Hoje bateu uma vontade de escrever. Que coisa boa, sem motivos aparentes, sem inspirações, insights tempestivos ou algo de monta. Escrever, ação e disposição definitiva no ato. Falar aleatóriamente o que vem na telha. Pulsamento Kerouac? kkkkk. Pé na estrada numa rota íntima da minha alma, e deve seguir com portentoso pé na bunda de muitos sentimentos e situações que te machucam e rasga muito mais do que seixos pontiagudos ou espinho de Tucum.
Algumas coisas são evitáveis e outras inevitáveis na vida. Simples assim. Ter sabedoria para distinguir as primeiras das segundas, e saber suportas estas, talvez seja a fórmula mais simples pra se viver bem. Ter uma boa vida. O passo primeiro do caminhar contínuo que é viver.
Deixaram Lula se despedir do neto. Nem de longe acredito em bons sentimentos de quem deu a permissão. Apenas quis jogar pra mídia e pra população que o sistema não é tão mal assim e que Lula não está sendo perseguido, foi condenado em um processo justo, cumprindo por seus crimes... tá. O mais triste nessa história claro foi o falecimento de uma criança. Mas a alegria mórbida manifestas em muitas criaturas pelo ocorrido leva-se a se perguntar sobre o que está acontecendo com o Brasil, historicamente tão passional e emotivo, principalmente quando o assunto é morte, seja do inimigo que for, do monstro fosse. Além do crepúsculo da empatia, alvorece um sombrio sadismo coletivo de boa parte da população brasileira. O país está doente.